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sexta-feira, julho 29, 2005

O "mordomo" reencidente.


Nas grandes romarias da "corga" sempre foram precisos homens de barba rija e pêlo na venta para organizar as festividades em honra da Nsa. Senhora da Saùde , do S. Romao , e ultimamente de S.Lourenço tambèm .

Claro... com isto dos santos nao hà que ficar curto porque assim se nao è um a fazer o favor è o outro e assim nunca ficamos desatendidos nas horas de desespero.

Bem ...
A coisa è que pela comissao de festas jà passaram quase todos os homens do povo .
Digo quase todos porque hà um que è reencidente pelo menos de três em três anos.

Este individuo como bem sabeis è o Zè da Pica um homem como nao hà outro para encabeçar a dianteira da organizaçao das nossas festas.
Um homem que com quatro tostoes faz da nossa festa uma das festas mais importantes do concelho e arredores.

È verdade... o individuo tem uma capacidade impressionante para gerir o capital adiquirido atravès dos pedidos feitos normalmente ao domingo e que começam no cafè do Dias e acabam no Chico da Lama da Missa .

Tem um modo de cativar os creentes que lhe chega a depenar a carteira em pouco tempo .
Os que encontra de manha no Dias normalmente sao os mesmos que vê à tarde no Chico.
E è claro que chega a pedir a esmola duas vezes ao mesmo individuo e hà algum que às vezes contribui duas vezes jà que tal como o Pica nao se lembra do que fez pela manha.
O primeiro comprimento que lhe dà è logo um cachaço bem puxado que è p'ro creente ver que o homem està a pedir com fè.

-" Ò fulano d'àì 25 euros p`rà festa da "corga".
-"Tù que queres ???... p'ràdaminha terra n'umdestes nada bai là pedir'ò caralho".
Tràz ....tràz .... logo dois cahaços mais para aclarar as tendências catòlicas ao idividuo.
-"Bais'aqui dar 5 contos à santinha e inda pagas um copo, borra botas do caralho."
E diz para o seu escrituràrio particular que normalmente apartir da 11h da manha jà nao sabe onde deixou a caneta nem vê as linhas do cuaderno .
-" Ò fulano apont'àì 5 contos deste"
-"Ò raist'partiram u'ndpûs o caralho da caneta???"
-" Jà a perdeste filha da puta??? se bubeses merda sabias d'onde a tinhas??? n'um era ???"
-" Aponta de memòria cara de caralho."
Diz o Pica jà lixado ao ver que o parceiro jà bebeu tanto como ele.
Bem o caso è que ele consegue dinheiro para realizar as festividades ainda que começe a pedir em Janeiro e termine depois da festa que se realiza no segundo domingo de Agosto.

O Pica è uma figura mediàtica da festa ele ainda que nao seja mordomo sempre gosta de ajudar porque de certa maneira ( e desculpem-me os "corguenses" ) a festa è dele .
As vezes chego a pensar que o individuo tem mais importância que o pròprio S. Romao.
E vocês perguntarao porquê ?
Ora eu paso a explicar.

Ora o nosso amigo è a ùnica pessoa que perde meio ano de domingos a pedir para a festa.
Ele è quem nos acorda o dia da festa atravès dos altifalantes para nos anunciar o inicio das mesmas ( nao estivesse ele todo o ano à espera desse dia para poder brilhar um bocadinho).
È ele quem na hora da missa anda aos estalos aos crentes para que nao adormecam a meio da celebraçao.
È ele quem leva a bandeira do S. Romao atè ao alto e regresssa com ela à capela.
Sem dùvida alguma que depois de almoço è o Pica que se poe no palco e empunha o micròfone para anunciar outra vez o inicio das festas e fazer o respectivo "arremate" dizendo:
-" Ora 50 uma .........50 duas........ "
E antes de dizer 50 três diz:
-" Ò repaziada estes imigantes es'tano bêm todos tesos, eu por esta ourilheira daba ò menos oitènta euros"
-"Ora'atao dou-lhe um'a ,dou-le duas e dou-lhe três e bai p'rò demingos do preto".
È tambem o Pica que faz questao de avisar quando os carros estao mal estacionados .
Com a sua capacidade de sensibilizar os donos destes e entrar-lhe no coraçao quando diz agarrado ao seu amigo micròfone:
-"Ora atançao":
-" Eu sò cria saber quem foi a besta que deixou o carro à intrada da eira"
-"Porque aquilo meus amigos nao è um chaufer aquilo um'a besta".
E muito sensibilizado là vai o dono retirar a sua viatura.
È o amigo Pica que sem dùvida faz com que nos lembremos que temos um quartel de bombeiros em Montalegre .
Porque quando o fogueteiro è ele eu fico admirado.
O homem tem uma pontaria que è qualquer coisa fora do normal.
Ele è capaz de lançar o fogo com os olhos fechados e acertar com uma cana por exemplo no meio do recinto da festa, numa eira de medas de palha , num palheiro, num restrolho, num lameiro de feno cortado e sêco, ou em qualquer lugar de fàcil combustao.
Resultado o homem acerta em tudo menos na barragem porque tem medo de dar com as canas na cabeça às trutas e que logo nao venham por ai os da Sociedade Protectora de Animais pôr alguma multa por agressao com arma branca .
È evidente que è nestas horas que todos os presentes se lembram que temos a Corporaçao de Bombeiros Voluntàrios de Montalegre e consecuentemente o dono da propriedade se lembra da mae do Pica.

Bem e quase no fim da festa chega o momento mais esperado .
O discurso anual do Zè da Pica .
Aclamado pelo povo sobe ao palco agarra com força o seu amigo (micròfone) e diz:
-"Bem meus'amigos a festa està feita mas boubos jà dezer aqui um'a cousa; n'umconteis comigo p'ròano porque ist'oamim n'umdà resultado ninhum sò me dà trabalho:
-"O Pica è mordomo."
-"O Pica è sacristao."
-"O Pica è o que pede."
-"O Pica è fogueteiro ".
-"O Pica o caralho."

E assim com o discurso pronunciado pelo Zè da Pica se encerram as grandiosas festividades em honra do S. Romao e alguns santos mais com um :
-" Atè p'ròano repaziada"


VIVA O ZÈ DA PICA, VIVA A FESTA DA "CORGA" E VIVA TODA A GENTE DA NOSSA TERRA.


Boas Noutes



quinta-feira, julho 28, 2005

A falsa morte do "Sepinola"



Antiguamente na "corga" havia dois comercios a "loja" do Penedo e a "loja" do Guerreiro .
Hoje contarei uma història da "loja" do Penedo que como se encontrava no centro da povoacao era a mais solicitada pelos "corguenses" por ser de mais fàcil acesso principalmente no regresso a casa .

Ora como nao podia deixar de ser um dos participantes desta història era precisamente o jà famoso Zè da Lucia entre outros.

Na "corga " havia um rapaz que ao ser um pouco atrasado dependia um pouco do cuidado da sua mae ( a tia Preta) que sendo uma mulher de armas era tambem uma mulher de peso jà que viùvou bastante cedo e ficando carregada de filhos teve que se espavilar para poder crià-los.

Ora um domingo à tarde estava a comandita do arrabaldo d'alèm nao loja do Penedo a tomar as cervejas da praxe jà que era a bebida dos domingos que ao dia de semana bebia-se vinho e era quando o havia .
Resulta que apareceu ali o "spinola" que sendo tambem do arrabaldo os outros nao lhe faziam grande caso pela (faltita) que tinha.
O rapaz com os copos atè era engraçado o problema era que o individuo andava sempre um pouco falto de capital para envestir .
Quando apanhava algum tostao corria ao Gurreiro ou ao do Penedo e investia-o em acçoes liquidas da Adega & Cooperaativa do Vidago atravès do dono da tasca.

Bem là estava o "spinola" a degustar com os olhos a cerveja que os outros bebiam quando o "terrivel" Zè da Lucia se lembra de mandar fazer um "cai-bem " ao velho do Penedo.
-"Hò ti joao faça-nos ai um cai-bem fresquinho c'agora e'stàqui o Manel (sepinola) que tamèm bota um pènalt".
"-Botas ou n'umbotas Manel?".
Perguntou o da Lucia.
"-Caralho".
Respondeu o outro como quem diz jà devia cà estar.

Bem o do Penedo armado em Bar-Men prega com 2L de vinho dentro de uma caneca, duas cervejas ,e acaba de encher aquilo com minhotos (doçes pequenos e redondos muito duros que se usavam nas tascas), pega numa colher de pau e desfaz os doçes no vinho e na cerveja .
Aquilo parecia um cocktail .
Poe a caneca em cima do balcao ,quatro tijelas e diz:
-"Ò repazes isto jà està bamos a ele senao aquece".
Os outro enchem as tijelas e botam aquela mixòrdia aos queixos .
Mas a especialidade do velho do Penedo passar no nò das couves è mentira.
Claro aquilo desfez-se e ficou como em pò e è evidente que na garganta nao passava .
Nenhum bebeu.
Mas o "spinola" como era catedràtico e todo-o-terreno no mundo da còpofonia botava naquilo como se fosse àgua.
Ora os outros riam-se claro.
E o amigo era malga cheia malga vazia.

"Ora inde là p'ròcaralho num prestais p'ra nada ".
Dizia o velho do Penedo como que ofendido por a malta nao beber a especialidade da casa.

Bem o "spinola" virou a caneca e como è evidente apanhou uma puta de se lhe tirar o chapèu .
Nao è brincadeira aquilo eram p'ràì 3L de alcool concentrado e ainda por cima quente jà que a arca frigorifica da loja do Penedo era o rêgo da àgua que passava na rua e como a clientela nao tinha avisado ele nao estava preparado para tamanha invasao dominical.

Bem o" spinola" como jà nao se sustentava em pè resolveu aproximar-se do canastro ao outro lado da rua para se encostar haver se assim se podia enquadrar com caminho para ir de carreira aberta para casa porque quando estava pingueiro sò corria nao andava porque tinha medo de cair e eu nao sei como fazia mas a correr o pingolas nao caia.
O caso è que logo ao primeiro passo bate de patas ao ar contra a parede da horta e meus amigos aquilo foi como se tivesse ganho raizes ali ficou como um tronco sem dar acordo.

O da Lucia ao ver o "spinola" por morto de que se lembra???
De lhe improvisar um velòrio ali mesmo.
Vai dentro da loja pede quatro velas ao do Penedo e com uma saca da raçao transparente fez-lhe o manto ,com uma lata de salsichas vazia a caldeireta da àgua benta ,e as velas uma em cada canto .
Ora aquilo no Verao e às 11h da noite impressionava um bocado .
Naquilo vem a Preta saber do filho pela rua abaixo e os outros ao ouvi-al ali por perto da casa do Pdr.Manuel esconderan-se.
Ora a mulher quando chega à esquina e se depara com o espètaculo assustou-se e dando um salto para tràz diz:
-" ai jajus senhor ele q'uiè isto???"
Mas como vos tinha dito antes que a Preta era uma mulher de armas e destemida foi-se chegando para a frente para ver quem era o "morto".
Ao ver quem era diz:
-"Creis ber q'uèomeu ÈGUA???????".
-"Òòòò`èèègguuaaa do caralho quem t'fodese esses còrrrrnos filha da puta ès a desgracia da minha bida .
-"Poe-t'apè bentas de cona q'uete mato".
E là se levanta o "spinola " e agarrado a mae là chegou a casa a cambalear .
Sentou-se à porta e ali ficou atè às tantas da manha a curar a zina .

Quanto aos outros là foram seguindo a Preta e o "spinola" escondidos e rindo-se como tolinhos da pripècie que o diabo do da Lucia tinha montado.

Quanto aos cai-bem nao me lembro de que o velho do Penedo tivesse preparado mais nenhum jà que a història nao reza a esse respeito.
Deve ter guardado a receita no seu livro particular de receitas entitulado:

" Receitas de cocktail's para um domingo à tarde"

Boas Noutes

terça-feira, julho 26, 2005

A grande noite das "Cubas Livres"


Caros amigos.
Quero apresentar-vos mais umas duas ou três individualidades da "corga", jà que do Zè da Lucia creio com certeza que ainda vos recordais.

Ora hoje vou falar do "rucho ou melhor do rutxo" que è assim como le chamamos là no povo embora ele se chame Zè do Casarao mas para que nao haja tantos Zès e vòs nao vos confundais prefiro chama-lo pela sua alcunha o "rutxo".
Depois temos a Maria Benta boa rapariga e de boa familia .
E por fim temos a Fernanda do Peguisto,tambem boa rapariga e claro que de boa familia tambem.
Nao fossem todos eles da "corga " claro.

A Fernanda ao contràrio da Maria Benta nao teve muita sorte porque ao casar com um rapaz do Telhado que por certo era muito boa pessoa tambem ,mas o pai desta nao gostava muito dele e de modo que faziam vida meios separados ele no Telhado e ela na "corga" atè que um dia um golpe de mà sorte fez com que o Antònio fica-se debaixo de um tractor e perde-se a vida.

Ora a pêssega ficou viùva muito nova, e claro tal como a Maria Benta que era da mesma idade mordia-lhe a entreperna muito a miùdo como è natural.

O da Lucia como nao era burro e via ali um bom partido veio de fèrias da Alemanha e sabendo que a Fernanda tinha um fraquinho por ele desde jovens convidou-a a ir à festa de Boticas para ver se le podia tirar as comichoes.
Esta vai ter com a sua amiga e confidente Maria Benta e diz:
-"Hò repariga o da Lucia disse s'cria ir c'oele à festa das Boticas tu num queres bir?"
Diz a outra:
-"Hò caralho ele escalhar o que quer è dart'afesta ai p'rò alto- fontao ,tem cautela".
Bem, o caso è que a do Peguisto disse que sim ao Zè mas com a condiçao de que a Maria Benta fosse tambem.
Ele aceitou , mas como era rato convidou o "rutxo" para ir que embora novo era de boa raça e podia perfeitamenta tirar o corpo da Maria Benta de misèrias enquanto ele saltava p'rà espinha à do Peguisto.

Bem trato feito ;as moças depois de um dia de labuta na metida do feno escondidas do Peguisto velho pregan-se no poço da cortinha e toca a lavar a entreperna e as tetas bem lavadas.
Depois de tomar o banho anual resolveram dizer ao Peguisto que aquela noite dormiriam juntas para falar das suas coisas.
Ora o que elas queriam era escapar juntas com o Dom Juan là da parvònia p'rà festa de Boticas.

À hora marcada là estava a Dulcineia e a sua dama de companhia no fundo "d'árrequeixada"
esperando pelo pàssaro que vinha no seu Tyota 1200 a recolher as donzelas.

Mas a Maria Benta ... ou com dor de côtovelo ou conhecendo o artista foi avisando a outra :
"-Ò moça olha q'uele escalhar o que te quer è mandar algum'a ripada e despois mandar-te fuder tu tem cautela . Inda q'uetapeteça oije num lhe deixes txigar que s'ele gosta de ti amanhao bai-t'efalar outra bez".

Bem e nisto là chega o carro preto ou melhor o carro do amor, e qual è o espanto da Maria Benta quando vê o "rutxo" là dento olhando para ela com ar de tarado sexual.
E diz ela:
-" Hò rraistepartiram este mecozo p'rundebai?"
E responde o artista do da Lucia :
-"Calate e entra p`ra dentro s' queres festa c'o rapaz pediu-me p'rò lubar e o carro è meu e eu lebo quem quero".
-"Està bem m'aseu c'oeste tolo atràz n'umbou".
Bem e a Fernanda como tinha pressa de chegar à festa e ver as intençoes do Zè disse:
-"Bou eu c'uele atràs c'orapaz n'um s'mete c'um ninguem tola do caralho".
Là entram as duas presas e d'ali a Boticas aquilo foi um pandemònio.
O "rutxo"atràs nao deixava de apalpar as melancias e o rojao à do Peguisto.
-"Està queto repaz do caralho ".
Dizia ela .
Mas o outro de estar quieto nada mao aqui mao acolà estalo daqui estalo dali là ia metendo mao à viùva alegre.
-"Hò Zè dà a bolta pa tràz q'eu num quero ir à festa c'oeste atrebido ".
Dizia a Fernanda.
-"Ora pàra'ai q'eu bou p'ròpè dele que se me faz o mesmo parto-lhoscornos q'uiofodo".
Disse a Maria Benta.
E là foi ela para tràz.

Aquilo se antes era um pandemònio depois passou a ser um repandemònio parecia a apanha da melancia.
O"rutxo " apalpando teteas parecia um Eng. agrònomo a verificar a qualidade dos frutos.
_"Hò repaz do caralho olha q'uete ratxo estàqueto diabo".
Dizia a Maria Benta jà sofucada entre o mal estar e o prazer ao mesmo tempo que pensava :
-"Nem o tolo do do Penedo m'asapert'àssim".

Bem mas o Zè da Lucia como nao era tolo nem queria compartir fêmea no baile daquela noite pensou a coisa ...se nao a levava jà pensada.
Como o gado sò ia a Boticas uma vez ao ano e de noite nao sabia bem a estrada e a estratègia pensada era perfeita para tirar o aparato urinàrio de misèrias.
Resolveu entao passar com as donzelas à Discoteca de Vidago.
Là iam eles pela N.311 abaixo e para os que a conhecem sebem bem que aquilo è curva sim ,curva sim , o "rutxo " em cada curva provocava um orgasmo à Maria Benta, enquanto o da Lucia ia metendo mao-na-perna à do Peguisto com a desculpa de mudar de velocidade .
-"Hò repazes Boticas oije està loinge".
Dizia a Maria Benta desconfiada.
-"Està calada tolinha "
Respondia o da Lucia.
"Hò raistepartiram ò Fernanda tù q'ueresber que este filha da puta jà pregou c'umnosco no bidago???".
Disse a Maria Benta enquanto se apercebeu que tinham chegado a Vidago ou melhor quando viu a placa de sinalizaçao que indica o inicio da localidade.
Bem o caso è que o melga do da Lucia com as suas artimanhas là convenceu as donzelas a entrar na Discoteca dizendo que aquilo era um Bar ou um Restaurante ou coisa assim.
A Maria Benta nao gostou nada da aparência do local .
Pouca luz, muitos sofàs, e uma bola a deitar xispas para cima de um quadrado onde andavam quatro tolos a abanar a torre dos piolhos mas...

Entraram ...sentaran-se...e là veio o empregado de mesa servir como se usava naqueles tempos nas Discotecas elegantes.
-"Façam favor".
Disse o empregado muito educado.
-"Ora p'ramim um'a cerbeija "
Disse o "rutxo".
"E as meninas que vao tomar ???"
Pergunta o enpregado .
_"Dois semòis ."
Diz a do Peguisto.
-" E o senhor???"
E entao vira-se o da Lucia armado em especialista nestas coisas para impressionar a Fernanda e diz:
-"Olhe tem cubas-livres???"
-"Sim senhor ".
Respondeu o empregado.
-"Atao cremos duas e deix'acerbeija p'ra logo".
Meus amigos a Maria Benta arremelou uns olhos que qual pau-de-vassoura metido pelo cù acima???
E disse:
-"Ò Fernanda queres b'ircomigo ò quarto de banho???
-"N'umapetece."
Diz a outra .
Entao a Maria Benta abixando-se comentou ao ouvido da outra:
-"Andadaì tola do caralho que quero falar cuntigo mas tràz a mala.
-"Abia-te¡¡¡"
-"Oubiste?"
E là se levanta a Dulcineia e acompanha a dama à casa-de-banho.
Enquanto isso diz o "rutxo" p'rò outro:
-"H'òmigo estas oije têm q'uiogramar nem c'abaca tussa tu bòtas-t'àdo Peguisto q'ueu boto-m'à Maria Bènta".
O da Lucia como sabia que a sua presa era jà quase certa e que aquela noiteia ser um espinaçar de criar bicho.
Sorriu com aquele sorrisinho malandro p'rò outro como quem diz :
-Eu hoje vou dar a injecçao de piròclina à do Peguisto e tu se te safas... bem e se nao... bem tambem porque afinal eu sò te trouxe para ter alguèm que entretenha a lapa a Maria Benta.

Entretanto na casa -de-banho passou-se algo hitòrico entre as senhoras:
-"Hò raperiga bamonos pôr no caralho q'uestes oije querem-nos fuder".
Disse a Maria Benta.
-"Tù que dizes tola?"
Disse a outra .
-"Atao tu n'umbiste o da Lucia a preguntar'òimpregado s'tinha camas libres e ele disse que sim e o malandro pediu logo duas".
" Nem quis deixar buber a cerbija ò rutxo???"
-"De certeza q'uè um'a p`rati e p'raele e outra p'ramim e p'rò tolo do rutxo"
-"Eu escapo-me jà por'a jinenela e tu bens comigo puta do caralho".
-"E despois'''".
Disse a do Peguisto.
" Atao ...alugamos um taxe e passamos às Boticas à festa que là sempre à'daber quem nos lebe p`racasa".
Retorquiu a Maria Benta.

Assim foi :
Là saltaram as duas Cinderelas pela janela apanharam um TAXI e dali a Boticas nao foram mancas enquanto os dois machos as esperavam famintos de amor refastelados no sofà da Discoteca.
Quando se deram conta as donzelas jà levavam mais de meia hora metidas na casa-de-banho.
E è evidente que ao procuralas elas nao estavam.
Bem dali foram para a festa e qual o seu espanto quando chegaram e viram as suas presas a bailar muito entusiasmadas nas maos dos da Pedreira que tambem sao bons artistas p'rò ATAKhÀRACHA o que acontece è que dao menos voltas e vao mais directos ao assunto .

Boas Noutes












Ouro que nao brilha è lata.


Meus amigos primeiro quero pedir desculpas pelo ultimo artigo ,mas acontece que as minhas fontes de informaçao em Portugal às vezes deixam muito a desejar a um homem, que ainda pagando muitas vezes è mal informado.

Sabeis bem que estamos numa època de seca terrivel e o pessoal bebe uns copos...e depois diz o que lhe vem à cabeça.

Nao quero com isto pedir desculpas à pessoa à qual me referi no texto anterior porque sei que se nao fosse a guerra que teve com os outros menbros era precisamente ele que ia p'ra frente .
Assim que bem haja ele ao querer por outro candidato porque meus amigos agora sim que estou mais descansado porque sei que a junta nao vai ser entregue a esta comandita.
Ora este individuo nao terà vergonha de se candidatar por esta lista tendo em outras alturas ter pertencido a outras que nao sao deste partido???

O homen parece o conde Dràcula da politica .
Claro...

Reparem passo a explicar.
O Dràcula durante o dia è conde nao è ?
Isso quer dizer que quer parecer uma pessoa normal.
O nosso amigo durante umas èpocas quer parecer uma pessoa normal juntando-se às pessoas de uma certa idiologia .

O conde uma vez ao mes à noite transforma-se:
Poe a sua capa preta por fora e vermelha por dento aos ombros,invoca o crescimento dos caninos e là vai ele à caça de vitimas.
O nosso amigo faz quase igual.
Ora vejam:
Uma vez de quatro em quatro anos,vira a parte rosa da capa para dentro e faz luzir a parte laranja para fora coloca os caninos postiças na dentadura que disso sabe ele e sai à caça de vitimas.

Mas o problema è que o Dràcula nao faz sofrer as vitimas porque as mata ou as transforma em seres como ele.
Pelo contràrio o animal em causa nao mata as vitimas porque as quer fazer sofrer durante 4 anos e estas tambem nao se transforman em seres semelhantes a ele o que acontece è que neste caso quem è mordido è o pròprio individuo .
Mas quem o morde???
Sao os famintos de poder que ao morder com tanta raiva o convertem num vira -casacas sem vergonha na cara .

Bem meus amigos o que cuncluo de tudo isto è que a unica semelhança entre o Dràcula e o " vira-casacas" è que os dois sao uns " CHUPA SANGUE",sem principios que querem reinar à custa do mal que provocam.

Boas noutes

E nao se esqueçam que nem tudo o que brilha è ouro, e que às vezes o que possa parecer dourado por fora pode ser lata por dentro.

segunda-feira, julho 18, 2005

O encerro do Sr. Domingos do Pinto


Ora bem meus amigos, o sr. Domingos do Pinto era conhecido na "Corga" pelo "Cantoneiro".
Precedia de uma família da aldeia que era muito respeitada dado aos seus haveres, já que possuiam muitos terrenos e muito gado.

Ora o "Cantoneiro" casou com a Florinda, e entre trancas e barrancas conseguiram fazer um casal de propriedades de criar inveja a qualquer lavrador ,mas havia uns pequenos problemas: a Florinda coitada gostava do copito e o "Cantoneiro" era um pouco nescio, e tinha um problema crónico de "sonitis aguda".

Isto quer dizer que o indivíduo dormia onde quer que estivesse; fosse à mesa, na missa, de pé encostado a uma parede, e até na cama.

Como já vos tinha comentado antes, o homem ao ter tanta labuta é evidente que tinha sempre em casa um ou dois criados.

Houve então uma época que por desgraça do "Cantoneiro", o maramanjo do Zé da Lucia foi uma das peças da criadagem do indivíduo.

Ora um dia tocou de ir arrancar batatas para os do Branco. E lá botou o chefe "Cantoneiro" mais o criado dar o dia, para que quando fosse o arranque deste os do Branco lhes fossem dar uma mão também.

A manhã correu bem, o rancho era bom e aquilo ia de vento em popa. As batatas cobriam a terra e as sacas eram umas atrás das outras.

Aproximando-se a hora do almoço (jantar como lhe chamamos em Barroso) o "Cantoneiro " lembrou-se que tinha uma vaca parida e quis mandar o da Lúcia a dar de comer ao animal. Mas como sabia do que a casa gastava resolveu ir ele que assim seria mais rápido, porque o outro se calhasse de ir já não aparecia até à hora da merenda.

Entao diz ele para o "Ti João do Branco":

" João, s'num t'importa inquanto as mulheres trazem o jantar, eu ia ali n'umnstante botar um fatxuco de feno a um'a baca que teinho parida."

"Bai lé depressa c'as mulheres ja'ibem c'o jantar" ,disse o velhote.
E lá vai o "cantoneiro" rua abaixo, entra no palheiro, começa a ripar o feno e a fazer o molho.

Entretanto, enquanto os das batatas estavam a descansar e à espera do almoço o macaco do da Lúcia bota rua abaixo e chegado ao palheiro muito sorrateiramente fecha a porta trancando-a com o chavelho .
Hora o "Cantoneiro ", ao botar a mão à porta para sair esta não abriu, como é evidente, e diz:
"Quereis ber o caralho???, a puta da porta num abre! Só me faltaba esta!!!"
E num acto desesperado começa a chamar pela vizinhança:
"Hou Ti João do Branco; hou Laurintina; hou João do Branco; houuu Laurintina."

E o da Lúcia vai muito certinho, tira o chavelho à porta e manda-se p'rá terra comer com o resto do "rancho".

É claro que toda a gente estava a ajudar os do Branco e não o ouviam.
Como também era hora de" lerpar" estavam a comer todos descansados à sombra dos carvalhos e o único que realmente se lembrava do "cantoneiro" era o criado que ia degustando a comida ao mesmo tempo que se ria para dentro .

"Hooouuuu João do Branco ;hoooouuuuu Laurintina; hoooooouuuuu do Pinto ",
"Aiiii jajus q'estou a arder in pressa , aiiiii a minha desgracia!!"
Gritava o "Cantoneiro " desesperado.

A cadela do "Cantoneiro " ao ouvi-lo gritar, vai pelo pátio do Pinto acima e chegada à porta do palheiro bota as patas da frente a esta e a dita cuja abriu-se .
Diz o "Cantoneiro" muito admirado:
" À filhas da puta, já me fodesteis; perdi aqui um'ahora e a puta da porta estàbàberta".

Enquanto isso os outros já tinham comido e retomado o trabalho. Dando pela falta do "Cantoneiro" perguntavam:
"Q'estará a fazer o tolo do Cantoneiro que nunca mais bem????"
Respondia o da Lúcia com um sorriso matreiro:
"Debe d'estar a dormir no palheiro q'ué o que sabe fazer".

Dali a pouco tempo, lá apareceu o sr. Domingos do Pinto (Cantoneiro) sem dizer uma palavra nem explicar nada aos outros para não passar vergonhas.
E lá pegou na enxada e cavou a tarde inteira com a barriga a dar horas.

Aqui fica mais uma história do Zé da Lucia, que na minha opinião de grande amigo seu, é o diabo em figura de gente.

Boas noutes

quinta-feira, julho 14, 2005

O mestre Gato


Tinha-vos falado anteriormente num paisano da "corga" que dava pelo nome de "Gato".Ora este dito cujo era um animal da raça "corguês" a qual só existe nesta terra , e que sem duvida este foi o bicho mais cobiçado pelas diferentes forças da ordem e da lei do nosso concelho,G.N.R, tribunal ,regedores & companhia.

Um certo dia o o "Gato" com os seus dotes de matreiro e mestre na arte de enganar conseguiu conquistar o coraçao de uma rapariga do Antigo de Viade.

Ora como todos sabemos antiguamente quando um homem começava a namorar numa aldeia alheia á nossa o pessoal juntava-se e o pobre que lhe caisse nas garras era levado á taverna (nem que fosse ao estalo) e obrigatoriamente tinha que pagar as vacas ao dono que neste caso era a vaca aos donos.

Resulta que uma noite os do Antigo apanharam o "Gato" por tràz da capela com a rapariga ,e este sendo mestre na arte de dàr à sola ainda tentou escapar mas a coisa complicouse-lhe jà que os outros o tinham cercado e que para além de estar em trajes menores tinha as calças de burel no fundo dos tornozelos as quais nao teve tempo de tirar antes do acto do acasalamento jà que aquilo tinha que ser feito com rapidez e eficiência nao viesse o pai da sopeira ou os da terra dar com eles no mete e tira. Bem a coisa é que os gajos pilharam o "nosso mestre" e claro puseram-lhe logo as regras .
-" Anda cá artista q'oinje bais pagar o binho". Disse o mais macaco là da terra e talvez o que mais dor de cotovêlo tinha. -" Hó repazes se a questao è binho bamos là p'rà taberna do Balbina c'ogato paga o que fizer falta ,e mais... " Disse o mestre enquanto puxava as calças e as ceroulas p'ra cima. Uma vez dentro da taverna o nosso amigo tratou logo de ganhar a confiança dos seus inimigos usando a tactica da "tasca". - "Hó repazes bòs comei e bubei." E os do Antigo começaram a mandar vir: "- Hó Balbina bota ai 2 cartilhos e 6 ratxas de bacalhau".

E começaram a comer e beber como alarves à custa do Gato enquanto este encostado ao balcao dizia: -"Bossemeçês peçam comam e bebam à bontade".Bem com tudo isto os inimigos do nosso heroi começaram a ficar quentes e cada vez lhe davam mais palmadinhas nas costas como que agradecendo-lhe a franqueza. A pàginas tantas diz o Gato: " -Hò repazes eu teinho que ir ali fora". E diz um ."-Espèràì q'eubou cuntigo" Diz o Gato."-Hò pà è milhor nao ".-Poquê???". Exclamou um deles."-Atao bòs num cumfiais in min? è c'ando p'ràqui um bocado solto das tripas e teinho bergonha de m' espidar na frente dos outros ???". Disse. "-Hò home claro que cunfiamos bai là fazer a tu bida que nòz cà te esperamos ".

Ora o Gato quando se apanhou na rua aquilo foi um pernas para que te quero dali a`"corga" nao foi manco e claro que a despesa ficou por pagar.Um dia numa feira em Montalegre o Balbina encontrou a mae do gato e disse-lhe o que se tinha passado ,que o filho tinha uma divida na sua taverna já ha uns meses e nao ia pagar.


A senhora muito envergonhada pediu desculpas e disse ao Balbina que estivesse descansado que tal como chega-se a casa obrigaria o filho a ir ao Antigo pagar a divida contraida. Chegada a casa estava o "Gato" ao lume a merendar e diz-lhe a mae: "-Gatuno..., bigairista,atao tù bais p'rò Antigo fazer franquezas e num pagas ???,num tens bergonha??? "-Ora pega là treis notas e bai pagar o que debes ò Blbina". O Gato pega no dinheiro mete-o ao bolso e uma vez chegado a taberna do Balbina diz:"-Hò amigo atao disseste a minha belha que te debo denheiro?".

Diz o Blbina ."Tu bem sabes q'uemo debes Joao". "-Olha là mas eu mandei bir algum'a cousa ou comi ou bobi algo???".E diz o outro :"-Nao realmeinte tu num pediste nada nem bubeste nem cumeste". E entao diz o Gato com uma tremenda calma e uma nostalgia imensa. "-Atao olha quem pediu que pague q'ueu num ando aqui p'ra manter pançudos".

E voltando as costas ao Balbina meteu dali à "corga" e foi foder os trezentos escudos com os amigos a loja do Guerreiro que esse sim tinha sempre um vinho bem baptizado nao fosse ele embebedar os vizinhos e logo houvesse guerras entre eles .

Boas noutes e fiquem bem.

quarta-feira, julho 13, 2005

Adiantei-me, desculpa...


anairam, falaste no Gato e eu como me lembrei desta tão boa dele, tive que a botar. Não me leves a mal...

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O Gato como reguila que era, não podia deixar de ir às festas...
Naquele tempo ia-se para as festas na véspera; havia o arraial e depois arranjava-se sítio para deitar "visitantes", armadores, fogueteiro, etc.
Por vezes o melhor que se arranjava era um palheiro... Outras vezes tinham que se juntar "visitantes" e armador na mesma cama, e como se isto não bastasse nesse tempo as pulgas abundavam.
Voltando à nossa história...Trava-se de uma festa para os lados do Rio. Como de costume, os "visitantes" sairam de véspera e puseram-se ao caminho.
Depois da longa caminhada, lá chegaram à aldeia. Logo a seguir toca de ir para o arraial.
Findo o arraial, foram distribuídos pelos "patrões", os quais seriam responsáveis por lhe arranjar uma sítio para dormir e por lhe dar de comer.

O Gato calhou-lhe ficar na mesma casa que o armador.

Chegados à casa, o dono ordenou à mulher que preparasse um pequeno repasto par dar aos hóspedes, antes de eles se deitarem.
Comido o repasto, o patrão da casa encaminhou os dois hóspedes para um pequeno quarto com uma cama apertada.

O Gato, ficou logo aborrecido, pois viu que tinha que dormir com o armador e ainda por cima numa cama tão estreita.
Começou logo a magicar...
O homem deu as boas noites aos dois e deixou-os sozinhos.

Começaram a tirar a roupa. O armador trazia vestidas umas ceroulas.
Lá se deitam os dois. Mantiveram-se em silêncio por um bom bocado.

Quando o armador já estava meio pegado no sono, o Gato( que entretanto já tinha montado a estratégia para dormir sozinho), começa-se a encostar ao homem.
Ás tantas vira-se para o armador e diz: "Oh chefe, tire as ceroulas...".
Pergunta o armador:"Para quê?", responde o Gato:"É cá para uma coisa..."

O armador borrado de medo, apenas se encostava cada vez mais à parede. E o Gato cada vez se encostava mais, e ele sem saber o que fazer...
As tantas o homem, meio estremunhado, salta da cama, e foge a sete pés, deixando o Gato refastelado, com a cama só para ele.

Como vêm meus amigos, a habilidade é do artista.
Por isso se diz que mais vale 1 ano na "Corga" que 7 em Coimbra...

Hoje nao estou inspirado


Bem nao é que nao esteja inspirado o caso é que hoje a minha senhora deu-lhe p`ra convidar uns amigos a vir comer cà a casa e por acaso vamos ter COZIDO.

Com chouriça,chouriço,e pernil assim que devem imaginar que o anairam hoje "bai-se imbobedar c'o binho tambem è de Balpaços caralho" sò para que nao digais que venho aqui e nao digo nada cà vai uma do falecido Arlindo da Gorda " UM BÔ BARROSAO NUNCA DEIXA CRIAR FERRUGE NOS DENTES NEM TEIAS D'ARANHA NO CÙ".

Por isso façam como eu comam bem e o resto jà o sabem. Qualquer dia conto-vos a història do Gato,um homem que revolucionou as terras da minha freguesia¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡ Trazia apavorados todos os vizinhos podem crer.

segunda-feira, julho 11, 2005

Històrias de uma aldeia do coraçao de barroso

Meus amigos,a aldeia de que falarei em vàrios blogs que irei escrevendo ao longo da minha participaçao nao terà nenhum nome concreto dado que fui criado nela e me intressa manter o meu anonimato, assim que hoje lhe chamaremos "a corga",outro dia "cima de vila"e etc.

Ora na "corga" sempre hove e haverà uns individuos que sao artistas na arte de pregar partidas e troçar dos outros,assim que no arrabaldo d'àlem vivia um sabidola que dando pelo nome de Zè da Lùcia gozava com qualquer um que se lhe puse-se a tiro.

Um dia o Becino que na realidade nao sei o seu verdadeiro nome estava para ali na varanda a descansar jà que chovia e o tempo nao lhe prmitia sair para labutar no seus campos quando deu conta que a torrente de àgua que tinha passado com a chuvada arancara 3 ou 4 paralelos da calçeta recem estreada pelo povo já que vos falo de hà uns 20 anos atràs .


Bem , o caso é que o homem ao ver aquilo disse:ho caralho a "txoiba" arrancou os paralelos????"eu bi logo que as carradas de litros de binho que traziam òs calçeteiros num iam dar in bem, olha entxer as bentas de maduro òs menhotos isso è um crime e agora quem arranja isto ? o becino claro.... exclamou ele.


E com tudo isto lá calça as botas e aproveitando um bocanho poe-se a arranjar a calceta ajoelhado no chao e apoiado numa mao sustentando na outra um paralelo que lhe servia de martelo. Com tudo isto passava por ali o macaco do Zè da Lùcia que vinha de "balcobo"de encarreirar as águas jà que era Maio e nao fossem elas dar cabo do feno. O Zé ao ver o Becino asim de joelhos diz : hó repàz estás mesmo a jeito p`ra lobar um'a enrrabadela".

O Becino levantando a cabeça exclama."anda p'rà frente que t' assapo c'o calhau nos cornos que t'afodo".
O da Lùcia como era macaco vai e trepa o Becino muito suavemente na mao que tinha apoiada na calçeta sorrindo com cara de quem diz se quise-se agora lixava-te, mas o Becino como tambem nao era quem se pintava poe-se a olhar de canto com ar de quem nao ligou ao outro e disfarçadamente mirou bem o pè do da Lùcia e vai com o paralelo que segurava na mao e assapa -lhe um estouro ....

Por um bocado ficaram os dois muito calados e passado um momento diz o Becino p`rò outro:" estàs contente agora filha da puta?à tua conta esmaguei 4 dedos p'ra que tirastes o pè?? ; olha nesta altura o que m' abia d' aconteçer; agora bem a segada do feno e num posso ir dar dias a ninguem là bou ter que meter o meu sozinho; era matar-te.

O da Lùcia vira as costas e rindo-se sem dizer nada seguiu o caminho para casa que de certeza tinha jà a merenda à espera e là ficou o outro lamentando-se das suas desgraças à vizinhança enquanto a Olimpia o curava desifectando-o com agua-ardente enquanto este gritava: "ha puta do caralho,bota pouca q' ela està cara ; as que n'um lobou o outro inda as bais lobar tú ;tù num bês que a paguei a quatro notas in aneilhe" .

E assim ficou o Becino lixado para dois meses ainda que os vizinhos lhe meteram o feno e lhe fizeram o trabalho que fez falta porque assim sao os da "corga" gente humilde e unida porque esta è a terra de melhor gente do concelho disso nao tenham dùvida.


Boas noutes ,fiquem bem e mais uma vez desculpem a falta do til e algum erro ortogràfico ou gramatical que possam encontrar.

sábado, julho 09, 2005

"cum licença"

Ora "cum licença e benza deus tudo".

Quero primeiro de tudo agradecer ao criador do blog o convite para participar e disfrutar deste,e dizer-vos tambem que o meu nivel cultural possivelmente nao serà o melhor e que tambem o meu teclado nao è português dado que vivo no estrangeiro assim que o til e outros sinais ortograficos faltam e è evidente que nao os posso utilizar, espero que todos me possais tolerar e eu prometo que quando và à nossa terra comprarei um teclado Português.

Hora bem o nosso cantinho è de certeza o pariso da peninsula Iberica disso nenhum de nòs tem duvidas nao é?Agora pergunto eu :que nos prometem os nossos párocos pedindo-nos fè, amor ao proximo,e todas essas coisas bonitas que se realmente seguimos a doutrina Deus nosso senhor nos levará ao reino dos Cèus e posteriormente ao paraiso.

Hora se o paraiso de Portugal è Barroso e os nossos deuses sao esses inuteis que cada quatro anos elegimos para primeiro ministro e outros postos do governo porque nao fazem nada para que o nosso paraiso seja desejado por todos os Portugueses.

Bem a verdade è que os portugueses procuram a nossa terra mas para quê?pois claro para passar fèrias e disfrutar de fins-de- semana à grande e à francesa jà que o nosso querido presidente e vareadores à custa de muito trabalho puderam criar meios e infraestruturas para fazer possiveis estas coisas .

Mas eu nao estou aqui para elogiar a Câmara Municipal nem para a criticar, senao para lembrar às classes politicas que nos governam que se estao a esquecer do paraiso e todo o fôlego que têm o invistam a faze-lo crescer, e que nao invistam no inferno e a faze-lo crescer,e como consecuência de tudo isto engordar os demónios e os abutres que com as suas artimanhas de diabos que sao fazer fugir todos os anjos do nosso paraiso e possivelmente dentro de poucos anos este ser um deserto.

E depois???? Depois comeremos o presunto espanhol,as batatas serao da mesma origem assim como a vitela,o cabrito e de certeza atè o pao já que no paraiso nao haverà ninguem para cultivar as terras nem limpar os rêgos nem criar as rezes que tanta qualidade tem neste momento e vocês sabem onde vao estar os anjos ?

Pois em outros paraisos mas nao como o nosso senao em terras onde se ganha o pao de cada dia o qual à noite podemos pôr na nossa mesa e disfrutar vendo os nossos anjinhos come-lo.

Boas noites e pensem :o nosso paraiso è nosso e nao podemos deixa-lo morrer.

segunda-feira, julho 04, 2005

O Primeiro.

Ora bem, vamos lá dar um princípio a isto.
Como é costume em Barroso, antes de qualquer trabalho tem que se botar um mata-bicho.
Este post é como o "mata-bicho" deste blog.
Fazendo uma analogia posso dizer que alguns dias teremos posts suaves e reconfortantes como uma boa "auga-queinte" noutros teremos posts para homens de barba rija, como um bagaço e uma côdea de centeio.
Convidarei para esta eira, pessoas que não tenham um "malho" muito pesado, mas que tenham habilidade para atar um fachuco bem atado e pô-lo neste palheiro....
Bem, para mata-bicho bloguistico acho que já chega...
Boas noutes.