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domingo, dezembro 18, 2005

Àgua benta do "rigueiro".


Hora um belo domingo de Pàscoa ...

Isso mesmo um domingo Pascal daqueles que se faziam antigamente, com o padre a benzer as casas, o Pica velho com a cruz entrando pelas residências dentro sem pedir licença e dizendo:
-"Alèluia, alèluia ,Cisto ressuscitou , alèluia,alèluia..."
Com o ti Antònio Capela e o Amèlia a segurar as bandeiras, o Galheiro e o Casarao com as adinternas etc...
E como sempre a rapaziada nova toda atràz da comandita para que com o pretexto de acompanhar Cristo nosso Senhor mamar uns tintos, uns bocados de pao-de-lò, uns caramelos etc... e concerteza tambem entrar nas casas dos cabaneiros para piscar o olho à filha se este a tivesse.

Ora bem isto funcionava mais ao menos assim:
Depois de assistir à missa pascal na igreja da freguesia o povo retirava-se cada um à sua aldeia e posteriormente ao seu lar para comer o jantar (almoço) pascal que por uso era diferente do dia a dia jà que se festejava a ressusrreiçao do Cristo Senhor entao estes dias a dona da casa matava uma galinha ou punha uma chouriça ,ou um bocado de salpicao que tinha guardado em conserva para que o tacho fosse um pouco melhorado,e para finalizar fazia um pao de lò e um pudim tudo com matèria prima da casa claro .
Apòs o manjar a malta caminhava atè à porta da Capela da aldeia onde se reuniam todos para acompanhar o padre na benza das casas .
O grande problema da coisa è que ao contràrio da cruz, das bandeiras, e das adinternas estarem jà repartidas porque eram sempre os mesmos que as levavam ,a caldeireta da àgua benta e a sineta eram sorteadas entre a malta mais jovem no momemto em que o Sr, abade chega-se ao lugar, e è claro que a caldeireta era jà um grande prazer levà-la mas a sineta....
ai a sineta....
Essa era o sonho de todos os jovens .
Levà-la ali à frente da comandita ...
Drrrlim ,drrrlim, drrrlim...
A dar nas vistas mesmo à frente das filhas dos cabaneiros ,aquilo era como ser o pròprio Cristo em pessoa.
Bem numa destas tardes enquanto se esperava a chegada do abade que por certo vinha um pouco pesado dado a que tinha metido um quarto de cordeiro na pele e mais ao menos dois litros de tinto, o rapaz do Pica e o mais novo da Tina da Lisboa andavam jà à bofetada na disputa da sineta jà que os outros nao tinham vota na matèria dado a que estes dois amigos eram os chefes da pequenada na "Corga" .
-"A caldeireta lebasiatù q'ueu lobeia ontepassado filha da puta".
Dizia o da Lisboa.
-"O caralho a caldeireta baisia lubar tu senao fodo-toscornos".
Respondia o do Pica.
Bem chegado o abade apartou os rapazes e decidiu que quem levava a sineta aquele ano seria o da Lisboa por ser mais novo que o outro.
Depois de tudo organizado e formado là arrancou o cortejo" rigueiro" adiante com os dois pequenos à frente zangados um com o outro.
O do Pica ao ser mais velho vai e prega um cachaço no outro que o deixou K.O. por uns segundos ,foi tal a bordoada que atè o padre teve dar corda ao rapaz para que retomasse o toque da sineta.
Bem este como nao era boa peça nao fez esperar o do Pica muito tempo pelos trocos e numa distraçao do outro vai o da Lisboa e tranca a perna ao outro.
Como è evidente o do Pica bateu de patas ao ar no meio do "rigueiro" entornando a àgua benta na calçeta .
Como nenhum dos presentes se apercebeu do que se passou o rapaz do Pica vai e enche outra vez a caldeireta no rêgo da àgua e vai direitinho por-se ao lado da sineta como se nada se tivesse passado.
Bem e assim foi a comandita pascal entrando com o Cristo pelas casas bebendo uns bons tintos ,comendo uns bons nacos de pao-de-lò e apalpando o figo às filhas dos lavradores.
E como devem imaginar aquele ano os lares ficaram abêncoados com a àgua das minas da rega do povo que concerteza fez o mesmo trabalho que a àgua-benta jà que de demònios e espiritus nao se ouviu falar no povo.
Històrias destas sò se podem passar na " Corga" e com protagonistas como estes jà que como devem saber vale mais um ano na "Corga" que sete em Coimbra.

Boas Noutes ......