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sábado, fevereiro 04, 2006

O polegar do "cantoneiro"


Ora se hà individualidades na "corga" as quais eu admiro uma delas era o "ti cantoneiro".
Um homem feito e direito o qual eu ainda tive o grande prazer de conhecer na minha infância.
Na verdade deu-me muita vez bolachas , rebuçados, e alguma pinguita de vinho também .
Isso,isso apesar da minha juventude eu mamava uns traguitos quando ainda nem sequer ia à escola primária .
Bem mas isso fica para outro dia porque para dizer a verdade desde pequeno que bebo e ainda não tive a pouca sorte de enjôar o tintol parece que quanto mais trago mais gosto dele.
Ora quanto ao "cantoneiro " creio que todos conhecem , ou nao?
È isso mesmo è o homem que ficou fechado com a porta aberta no palheiro do Pinto(visitar historial do pais Barrosao).
Bem era a altura das matanças e como o "cantoneiro" era o matador de serviço là da "corga" toda a gente lhe devia favores dado a que era ele que matava e desmanchava o "reco" a toda a vizinhança .
E è claro chegado o dia da matança do "ti cantoneiro" estava quase todo o povo presente para ajudar a esfarpelar os bichos ao Sr. Domingos do Pinto que era assim que ele gostava que le chamassem.
Todos a quem o homem tinha matado o porco estavam presentes,os homens em baixo no pàtio à esprera do patrao para organizar a matança ,e as mulheres em cima na cozinha esperando ordens da patroa da casa para saber que tarefa le tocaria aquele dia.
Bem com tudo em ordem e uns maduros bem metidos porque nao se podia começar a matança sem provar o vinho novo que por norma compravam os barrosoes todos os anos là para os lados de Anelhe, Valpaços, ou Carrazedo de Montenegro.
Là desceu o "cantoneiro " escadas a baixo e disse:
"-Bamos là a eles repaziada"
"-Bamos q'uènoute ti demingos"
Respondeu o "chona" jà meio aterdoado com a pinga que tinha mamado na matança anterior a qual se tinha realizado de manha em casa do "becino" que por sinal tinha là um tinto jeitoso o qual tinha entrado na mioleira à malta incluindo o "chona" e o "cantoneiro".
"bem abre là essa porta"
Disse o chefe da casa para um deles.
Tal como se abre a dita porta sai de là um animal que assustava .
Era um suino taludo.
Se nao fosse pela ausência dos cornos eu teria chegado a afirmar que aquilo era um bezerro.
Bem mas a malta atirou-se logo ao bicho que nao è por ser malta da "corga" mas nunca conheci gente tao destemida e tao resolvida.
"Segurai ai caralho q'ueufodo-do jà nunstante"
Disse o matador jà com a faca na mao e as mangas arregaçadas.
Bem e efectivamente tal como le meteu a faca o animal deu logo o corpo ao manifesto e esteirou-se no banco sem dar sinais de vitalidade.
"agora este è que bai ser o caralho"
Comentou o "cantoneiro".
"-Porquê ti demingos ?"
Disse o"ti Joao Carreiras" admirado.
"Ai porquê tu jà bais ber ora abre'lhaporta"
CARALHO¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡
Exclamou toda a gente quando viu a envergadura do segundo animal.
Aquilo parecia uma montanha de carne.
Atè houve quem comente-se:
"Este debe de ser familia ali do albarino caralho"
Bem mas com o bicho jà dominado e deitado no banco o "cantoneiro"rompeu a ele de faca na mao e ao abarbatar o bicho com a mao esquerda fechando-le a boca para que este nao morde-se ao estar com as ânsias da morte teve um pequeno percalce.
Como estava um bocado nervoso dado ao tamanho do animal,e entre o vinho do "becino" e o dele a coisa jà nao ia là muito bem o homem esqueceu-se do seu pròprio dedo polegar dentro da boca do suino.
Ora como è evidente o bicho com a dor da morte apertou os queixais e ZÀS .
Duma dentada sò arranca a cabeça do dedo ao Sr. domingos.
"Ò filha da puta que jà ma fudeste"
Disse o "cantoneiro" puxando a mao para tràz com força .
"Ele que foi ti demingos"
Alguem perguntou ao ver que faltavam peças na mao ao "cantoneiro".
"-O filha da puta mordeu-me e fudeu-m'acabeca do dedo"
Respondeu o lesado equanto intruduzia a mao na boca ao animal o qual por sorte jà jazia sobre o banco.
"-Olhai p'pàqui repazes fudeume a cabeça do dedo "
Dizia o matador enquanto exibia a metade do seu pòprio dedo como de um trofèu se tratasse.
Bem mas como o "cantoneiro" era um homem destemido vai e mete a cabeça do dedo no bolso,ata um lenço da mão ao dedo lesado e diz:
"_Ora butain-de-me o reco piqueno cà p'rafora que tamen bai c'ocaralho oinje"
E là matou o requito abriu os três e dependurou-os na adega .
Bem e terminada a sessao la subiram as escadas para "butar um'a bucha" .
Ora o Sr. Domingos como era assim um bocado tranca-barrancas mete a mao ao bolso e tira o dedo colocando-o no bordo da chaminè para poder lavar as maos.
Là lavou os presunhos e sentou-se à mesa esquecendo-se do dedo.
Começou a comer e a beber como alarve que era e sò se lembrou do pedaço de dedo quando o "micas" que era o gato da casa jà o tinha atravessado na goela que sendo alarve como o dono quiz tragar tudo de uma vez e engasgou-se.
Ao ver aquilo diz o "cantoneiro":
"- Hà amigo que jà n'umn'olembes"
E deita as maos ao gasganete ao bicho apertando tanto que o deixou sem vida com o resultado de ficar sem o dedo para recordaçao mas ficando para sempre com uma lembrança do "micas":
As suas unhas marcadas nas costa das duas maos que aqilo em vez de parecer arranhado mais parecia lavrado porque era cada rêgo que sò visto meus amigos.
Disto sò na "corga".

Boas Noutes