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quarta-feira, junho 25, 2008

Ainda estamos vivos...

Escrevemos é pouco:)

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sexta-feira, maio 18, 2007

Viva a malta da Corga!

quarta-feira, março 14, 2007

O Padre Bravo no São Miguel


Entre 1770 e 1835 existiu em casa do Branco um padre.

Tal personagem ficou conhecido pelo Padre Bravo do Branco devido á sua postura de fanfarrão, macacório , e artolas perante a sociedade de então, e como consequência permaneceu vivo na história da “Corga” tal como muitos outros .
-Padre Bravo porquê???
Pois Padre Bravo porque a individualidade era mesmo terrível.
Diz-se que vivia com uma irmã de nascença de nome Germana.
É claro, que se a desgraçada fosse irmã da caridade, tinha de certeza que pôr o seu corpinho de freira angelical ao serviço da igreja católica apostólica e romana pelo menos três vezes ao dia, já que ao que se diz, o pardal não perdoava nem á mulher do sacristão.

Ora certo dia por alturas do S. Miguel o amigo Padre Bravo decide ir fazer uma visita ao arcanjo e de passagem dar uma volta pelas suas grandiosas festas e arrematar umas cevas como era tradição, já que naqueles tempos o porquinho era o que mantinha as gentinhas do Barroso durante os duros Invernos que por cá passavam.
Então certa manhã chama a criadagem, dá ordens de aparelhar as mulas e preparar uma merendola para o caminho já que Cabeceiras ficava a umas léguas valentes e os ares da Cabreira costumavam dar uma fome de matar qualquer cristão.

Até aqui tudo bem mas o pior estava para vir, já que o pardalão pensou em comprar os recos sem levar um tostão na algibeira.
Bem, mulas aparelhadas e merenda no alforge lá partiu o Padre Bravo mais o seu criado predilecto (predilecto porque era o único que tinha) em direcção a Cabeceiras de Basto. Depois de viajarem durante uma boa mão cheia de horas lá chegaram ao destino.

Foram em busca de uma pensão para repousar e rápido encontraram bom aposento na Estalagem de Basto não fosse o senhor abade cliente habitual e bem conhecido devido ao bom porte que possuía naquela casa.
Assim o pardal marcou quarto para um já que o criado iria dormir oculto na estrebaria junto das mulas porque assim o tinha premeditado o Sr. abade com segundas intenções.

Depois de bem jantar e melhor beber o marmanjo decide recolher aos aposentos celestiais mas não sem antes tentar fazer o rente á criada para que lhe fosse aquecer os pés não fosse a moçoila apetecer-lhe e o padre perder por não ter falado. É claro que a rapariga lhe disse que dormisse com os anjinhos e sonhasse com ela, porque a verdade é que com a carantonha que tinha Sr. Abade, realmente só para espantar os javalis do milho em noites de Verão.

Depois de despido e lavado vai o padre á janela manda duas assobiadelas e num ápice aparece o criado por debaixo da mesma. O cura atira-lhe todos os pertences incluindo vestuário e calçado, e depois deitou-se bem refastelado esperando pela manhã.

Por volta das oito da manhã já o Sr. abade tinha o pequeno-almoço na mesa há mais de meia hora quando a patroa da estalagem disse para a criada:
-“Ó Rosita vai lá acima bater á porta do Sr. abade porque ele disse que ia madrugar e estou a ver que ainda não se levantou! deve de ter adormecido!!!”.
A criadita lá foi chamar o Sr. padre.

Truz…Truz…Truz…
-“Oh Sr. abade, ainda aí está???”
-“Levante-se homem que é quase meio-dia”.
-“Lobanto-me????”
-“Lobant-ome o quê putas do caralho!!! beu aqui um filha da puta
d’um ladrão de noute que me limpou tudo… deixou-me inunzinho… num sei se foi a putória da patroa ou a excomungada da criada q’uio deixaram intrar mas o q’ué meu tem c’aparcer aqui senão ‘stá’ o caralhinho aqui inda oinje oubisteis???”

A Rosita muito assustada desceu as escadas praticamente sem por as socas nos degraus de madeira dirigindo-se à patroa para lhe contar o sucedido.
-“Ai senhora Deolinda venha depressa que roubaram o padre e ele culpa-nos a nós”.
-“Tu que me dizes Rosita????”
-“É verdade diz que lhe tiraram tudo e põe as culpas na senhora e em mim.”
-“Ai Jesus e agora que vamos fazer?”
-“Anda Rosa vamos ter com ele para ver se o acalmamos antes que ponha fraco nome à casa e a nós.”


Truz…Truz Truz…
-“Ó senhor abade o senhor está ai???”
-“E donde cria vossemecê q’eu estivese caralho? Só s’ estivesse tolo dos cornos p’ra ir c’os quilhões abanar p’ró meio da feira!!! Ladrões, larápios, gatunos minhotos do caralho q’uéra matar-bos a todos e inrrabarbos a sangre frio caralho.”
-“Ai Sr. abade não faça escândalos pelo amor de Deus que a casa vai repor todo o seu prejuízo.”
Disse a D. Deolinda muito preocupada com o bom-nome da sua pensão não fosse o diabo do padre tecêlas e estragar-lhe a reputação da casa.
-“Ai bai ??? Atcho munto bem q’ui o faça e depressinha q’eu teinho c’apreçar as cebas e ir p’rá corga inda oinje oubiu?”


Meu Deus, a D. Deolinda quando ouviu aquelas palavras ficou como se tivesse escutado a palavra do Senhor na sua própria voz, pelo menos a G.N.R não ia ser chamada a intervir, e assim sendo nem que tivesse que dar uns bons contos de Reis ao padre pelo menos preservaria a sua boa imagem.
-“Ai Sr. Abade, eu vou já mandar a criada comprar roupa para o senhor e enquanto isso vou ali ao banco levantar algum dinheiro para repor o seu prejuízo.”
-“Quanto é que esses gatunos lhe levaram???”
-“Treis contos de rei, o fato, os sapatos, as ciroulas, e o txapéu.”


Bem como devem imaginar o Padre Bravo voltou á “Corga” com um fato, umas ceroulas, uns sapatos e um chapéu tudo novinho em folha. Trouxe ainda como brinde três recos que eram um mimo e dois contos de reis no bolso que foi o que sobrou da compra dos suínos, da merenda que comeu com o criado na feira e da roupa que comprou para ele, para a Germana, e para o criado que bem a mereceu depois da ajuda que deu ao amo.

Meus amigos disto… só na “Corga” e já agora nunca duvidem que:


“Bale mais um ano na Corga c’a sete in’ Cuimbra”

Boas Noutes…!!!
Inté brébe…

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Bai lá bai, que até a barraca abana!

Numa noite passada num café das Boticas, estava um grupo de matchos barrosões a falar de sexos e f*d*s, também do desprezo pelas p**eleiragens das lesbicas, mas que um cuzinho de gaja que até é bem bom, quando um destes rapagões se põe a dizer que era capaz de enr*bar cu de gajo, apesar de não ser paneleiro!

Começam a ateimar uns com os outros que semelhante coisa não seria possível, confusão, vozes altas, quando um malandro maior se propõe a dar o cU ao rapazão, ateimando que ele não seria capaz de o enr*bar, mas que só o faria diante de aposta!

Fazem a aposta, para ser logo ali, o malandro maior baixa de repente as calças e as cuecas, vira as costas ao rapazão, e começa a dizer-lhe: malha-lhe, zimbra-lhe, f*de aí, anda lá, quero ver essa m*rda no ar!
O rapazão saca da gaita, mas apesar do incitamento do outro, não conseguia erguer a grua, talvez pelas risadas no café, ou porque realmente cu de gajo não lhe levantava o pau (esqueceu-se da sua costela de barrosão?)!Perdeu a aposta o rapazão, aposta que não era de contos ou euros, mas sim de 12kg de vitela para uma borga, claro!

Onde mais, senão nas Boticas, se apostaria um enr*banço por 12kg de vitela?História berdadeira!

domingo, junho 04, 2006

O Cântaro da Vila D'Abril...




A Sra. da Vila d'Abril foi em tempos uma festa a qual reunia duas ou três freguesias em harmonia uma vez ao ano.
Como nunca pode deixar de ser depois da santa, a estrela da dita celebração sempre foi a Banda da corga a qual naquelas tempos era sò para festividades de grande estofo jà que para alèm do famoso tocador (acordeonista) não havia outra forma de por as raparigas a dar à perna, o qual era a alegria dos rapazes, jà que podiam disfrutar do roussa,roussa uma tarde-noite inteira.
Bem mas vamos passar à història do Joao Barral na festa da Sra da Vila d'Abril.

Era Agosto e o calor infernal desta època em Barroso nao perdoa .
Terminada a missa em S. Pedro era hora de sair com a procissao atè à capela da santa a qual està metida no monte a mais ao menos 2km da aldeia .
Formada a frente do dito cortejo pelos andores , o padre, e as beatas atràs formava a banda seguida pelos devotos.
Bem, com a banda formada e tudo a postos, là saiu a prossiçao atè ao ao santuàrio mas...
Como o calor era tanto, quando começou a subida do monte, a banda em pleno Queremos Deus começou a falhar.
O mordomo ao ver e ouvir tal desgraça vira-se para a filha e diz:
" Ò moça bai a casa e tràz um cântro de binho p'ràmuseca"
A rapariga là foi e na volta, colocou-se na frente do mestre jà que nao se podia parar o cortejo .
Ora o Joao do Barral ao ver o cântaro cheinho de revitalizante à sua frente nao tem mais nada e começa a arrefifar no trombone que aquilo atè o Queremos Deus saía cantado .
Diz-se que houve músicos que chegaram a ultrapassar o maestro com a ansia de chegar ao tinto fresquinho depositado no recipiente o qual a catraia transportava a sobre-ombro.
Bem dali atè ao santuàrio a banda nunca mais falhou e o cortejo correu de maravilha.
Chegados ali a tradiçao era entrar o andor da santa acompanhado pela banda e assim se fez. O problema foi quando os devotos ao pousar o andor tombaram uma vela acesa em cima do altar a qual, como è evidente pegou fogo à toalha divina que cobria o mesmo.
Atrapalhada a filha do mordomo ao ver tal desgraça nao tendo mais nada a mao, agarra no cântaro e prega com o vinho no fogo com intençao de apaga-lo .
O desgraçado do Barral ao ver tal desgraça atira com o trombone para o chao, rompe à catraia e arrefifa-lhe um par de estalos dizendo:
"À sua putòria atao um home bem p'roai d'acima cansado e tu pregas c'obinho na tualha?"
Bem armou-se ali uma confusao tal que à meia volta sò se viu o Barral de cangalhas no meio da capela e o mordomo com uma navalha na mao decidido a pôr as tripas ao sol ao agressor da filha.
Bem mas como sempre as coisas arranjaram-se e a banda là bebeu ,comeu,tocou,e recebeu pelo seu trabalho.
Com todo o respeito do mundo escrevi esta història do Barral e desde aqui mando um grande abraço a todos os antigos mùsicos da banda da minha terra que sem eles ela nunca teria existido .
Para o meu amigo Chapa mando tambem um abraço bem aprtado e peço desculpa pelas poucas històrias que escrevo ultimamente jà que sei que ele disfruta muito ao lê-las.

Boas Noutes

quarta-feira, maio 10, 2006

Carta de foro de Parafita de Barroso, dada por D. Afonso III, em 31 de Maio de 1268


Livro I de Doações de D. Af. III, f. 89 v e 90, col. 1.

Nouerint vniuersi presentem cartam inspecturi quod ego Alfonsus, dei gratia Rex Port. et Algarbii, do et concedo uobis Iohanni Aprilis et uxori uestre Marie Pelagii et Petro Petri et vxori uestre Marine Pelagii, unum meum casale quod habeo in Villa de Petra Fita, cum omnibus iuribus et pertinenciis suis ad forum quod uos et omnes successores uestri detis inde mihi et omnibus successoribus meis annuatim quartam partem de omni fructu quem Deus ibi dederit, excepto de creancia de ganato et de oleribus pro ad comedendum, et detis inde mihi annuatim pro festo Sancti Iohannis Baptiste unum bragale. Et debetis uocare meum maiordomum ad totum meum directum. Et debetis mihi dare eyradigam et rendam per consuetudinem terre. Et debetis tenere ipsum casale bene populatum et habere illud in perpetuum et facere inde supradictum forum. Et non debetis ibi creare filium militis nec domne generose nec helemosinare nec testare nec uendere nec implazare generosis nec ecclesie nec ordini, nisi tali homini laboratori qui mihi et successoribus meis faciat supradictum fórum. In cuius rei testimonium dedi predictis istam meam cartam apertam. Data Vlixbona, II kalendas Iunii. Rege mandante, per domnum Stephanum Iohannis, Cancellarium, et per Valascum Menendi Vicemaiordomum. Vincencius Fernandi notuit. Era M.ª CCC.ª VI.a

Tradução:

Saibam todos os que virem a presente carta que eu, Afonso, por graça de Deus Rei de Portugal e do Algarve, dou e concedo a foro, a vós, João Aprilis, e à vossa esposa, Maria Pelagii, e a Pedro Petri e à vossa esposa, Marina Pelagii, um meu casal que tenho na vila de Parafita, com todos os seus direitos e pertenças, sob a condição de que vós e todos os vossos sucessores me deis e a todos os meus sucessores, anualmente, a quarta parte de todo o fruto que Deus aí der, exceptuada a criação do gado e as couves para comer, e me deis, anualmente, um bragal, por ocasião da festa de São João Baptista. E deveis chamar o meu mordomo, para recolher todo o meu direito. E deveis dar-me a eiradiga e a renda, conforme o costume da terra. E deveis ter o casal bem povoado e possuí-lo perpetuamente e fazer dele o supradito foro. E não deveis criar aí filho de militar ou de dama nobre, nem dar de esmola, nem deixar em testamento, nem vender, nem emprasar, a nobres ou igrejas ou a ordem religiosa, mas somente a homem trabalhador que faça o respectivo foro, a mim e todos os meus sucessores. Em memória do estabelecido, dei aos referidos esta minha carta aberta. Dada em Lisboa, no dia dois das calendas de Julho (31 de Maio). Mandando o Rei, pelo Chanceler, D. Estêvão Johannis, e pelo Vice-mordomo, Vasco Menendi. Vicente Fernandi notou. Era de 1306 (1268 da era actual).

sábado, março 04, 2006

Cao que nao ladra... lavra

Ora o Sr.Domingos do Pinto (cantoneiro), como tinha um irmao casado na Vila da Ponte andava muito por aqueles lados jà que na altura estava solteiro e como è evidente procurava fêmea que nao o conhece-se jà que na terra o mercado estava um pouco complicado dado à brutalidade ,e inocência do jovem .
-Bem chegado quase o fim do Verao e com ele o fim das festas e romarias o amigo "cantoneiro" viu que se le passava mais um ano da vida sem arranjar casamento, e como jà nao havia festas nao havia desculpa para sair aos domingos à caça de "pachacha "certa ou melhor à caça de ganadus fêmeus .
Chegada a altura do arranque das batatas o amigo "cantoneiro" resolveu juntar duas ou três mulheres e ir atà à Vila da Ponte ajudar o irmao e quem fize-se falta porque o importante era estar o maximo tempo possivel naquela aldeia dado a que havia por là umas pêssegas jà casamenteiras e com todo o charme que ele tinha pudesse enganar uma delas e levà-la para a "corga".
Mas o problema è que uma das geirantas que ele levou là da terra era a conhecida Jùlia do Barral que por dà cà aquela palha mandava tudo para o caralho ou p'rà con.... se fize-se falta.
Bem um dos dias andavam a cavar e o amigo "cantoneiro" estava a ficar para tràz dos outros homens dado a que :
1º-Trabalhar no duro nao era o seu forte.
2º-Depois de comer um prato de chanfaina e mamar 1,5l de vinho ao almoço com o calor a apertar ainda muito menos apetecia vergar a mola.
3º-As noites de baile que passava com as moças da V. da Ponte ao toque da concertina reflectian-se durante o dia pois com sono nao se pode trabalhar.
Bem o caso è que a Jùlia andava a apanhar (as batatas calaro) atràz dele e como o amigo jà nao dava abasto à apanhadeira ela levanta-se e diz :
-"Hò cantuneiro anda là filhadaputa perguisoso do caralho ...Japao...."
Ò meus amigos o "cantoneiro" atira com a enxada para o lado (o que me parece que morto por isso estava ele), rompe à Jùlia do Barral ,manda-lhe as manàpulas ao nò das couves e diz:
"-Hà puta qu'temato atao eu aqui a dezer a estas esfomiadas qu'ebòssois minha'scriadas e tu txamasme Japao??? Ègua do caralho."
Atira com a Jùlia de patas ao ar no meio da terra e desaparece dali muito ofendido indo deitar-se a uma sombra ao lado do rio .
Bem à noite là aparece o "cantoneiro" ,entra no sobrado onde todos estavam jà a comer e com cara de poucos amigos e uma saca de plàstico metida no olho da enxada diz:
"-Boumimbora"
O irmao levanta-se da mesa e diz :
"-Hò Demingos tus'estàs tolo assenta-ticome c'arrapariga txorou tod'àtarde à tua conta"
"-Boumimbora jà t'edixe"
Bem mas entre todos là convenceram a fera ferida pelo menos a cear jà que a viagem era longa dali à "corga" e faziam falta forças depois de vàrios dias de pulo e trabalho .
Quando terminou despediu-se de toda a gente e saiu porta fora .
Ao chegar ao fundo das escadas reparou que havia uma silhueta femenina reflectida no contraste do luar com o escuro da noite e disse .
"-Quem caralh'oestàaì"
Perguntou um pouco assustado.
"-So'uÀrminda"
"-Ò'rminda boumimbora repariga"
"-Jà sei e po'risso bim aq'uiabaixo"
"-P'raquê???"
Perguntou ele muito admirado.
"-Entr'àqui p`ròmeu pàtio q'eu jà to digo"
Bem e o nosso amigo là entrou jà com saliva nos cantos da boca ,os olhos arremelados ,os dentes aguçados ,a mao nos botoes das calças,e os pensamentos alterados quando a Arminda le disse.
"-È que t'ecria pedir um fabor"
"-Diz là moça"
Respondeu o abutre jà todo"espumado" o qual jà parecia mais um porco macho depois do acto do acasalamento que pròpriamente um ser racional desejoso de intruduzir algo em alguma coisa.
"-È còmeu belho tem p'àqui um cao que morde e queri-omatar e eu pensei q'etu o podias lobar p`rà corga q'ueu teinho munta pena do bitxo.
Ò meus amigos o Sr. Domingos do Pinto ficou que nem sabia o que dizer jà que pensava que a Arminda le ia pedir algum favor mais especial ou como quem diz mais carnal.
Bem o caso è que como ficou tao atrapalhado disse que sim à rapariguita.
Ela la le entregou o bicho e realmente o animal era feroz ,dali à "corga" foi uma guerra constante HOMNIS vs ANIMALIS (desculpem o meu latim).
Ao ter-le deixado a cabeça de fora do saco para que o animal pude-se respirar e este fora de tao mà raça que nem ao seu salvador pedoava ;
hò meus amigos o bicho deixou aquelas maos ao "cantoneiro" pior que que o gato "micas " quando le comeu o dedo .
Aquilo parecia que le tinham andado aos tiros aos presunhos era cada buraco que cabia là um dedo.
Bem chegado à" corga "deitou-se na cama o pos-se a matutar como domesticar o bicharoco.
Na manha seguinte vai chamar o criado .
"-Hò Jaquim andadaì que temos que fazerali um trabalho"
E como è usual na nossa terra nao sair de casa em jejum depois de comer um naco de pao cada um e mamar meia malga de àgua-ardente là sairam directos ao pàtio onde estava a fera presa.
O "cantoneiro" pega numa" travadoira" (corda de atar as cargas), manda-a a uma trave e diz para o criado .
"-Agarra'omofilhadaaputa"
O Joaquim da Deolinda manda as manàpulas ao bicho e este crava-lhe os queixais nas costas dos ditos pressunhos .
O Joaquim nao tem mais nada ,levanta o braço fecha a mao e arrefifa uma punhada no alto da torre das pulgas ao animal o qual ficou sem sentidos por uns minutos.
Ràpidamente os dois trogloditas passam um nò de correr ao pescoço do bicho e esticando a corda passada na trave le remataram a vida em dois minutos mais .
"Bà bamo'sioenterrar "
Disse o Joaquim limpando o seu pròprio sangue das maos.
"-Nao"
Respondeu o "cantoneiro".
"-Baibuscar u'ma inxada e abrum'acoba na cortinha "
E enquanto o "cantoneiro" tirava a pele ao bicho no pàtio e o outro abria a cova na cortinha escutava-se o brutamontes do Domingos do Pinto gritar:
"-Faz um'acoba funda Jaquim"
Bem depois do cao esfolado e enterrado o "cantoneiro " pega na pele e faz uma molhelha para proteger a cabeça da vaca da madeira do apeiro (jugo) enquanto andava a lavrar ou a puxar o carro.
O pior foi no ano seguinte quando foi à festa à Vila da Ponte e a Arminda se encontrou com ele.
"-Olh'òsenhor Demingos ¡¡¡¡¡¡"
"-Atao como bai???"
"-Boubem menina"
Respondeu o "carrasco" um pouco querendo falar mas ao mesmo tempo esquivar-se d'ali.
"-Olhe e o caozinho que le dei està bonito????"
O Domingos olha para o Joaquim e no meio de um gaguejo responde:
"-Està...està menina... està tao lindo que atè jà vir'orrego e tudo."

Boas Noutes.